segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Cavalgada

Danielle estava estacionando o carro nas terras que em breve se tornariam suas. O delicado sol da manhã, junto com a suave brisa que assoprava, e o som das folhas das árvores tornava o dia e o local deliciosos e ainda mais belos. Parou o carro debaixo de uma árvore e desceu, observando tudo ao seu redor. Logo viu um senhor se aproximar e com um sorriso aconchegante a cumprimentou:
         - Bom dia, moça! O que faz por esses lados?
         - Bom dia... Sr Edward?
         - Ah, não! Sou um antigo funcionário da fazenda. O Sr Edward saiu para a cavalgada da manhã. Ele sempre acorda cedinho e sai por aí, mas já deve estar chegando. A sra quer esperar lá dentro?
         Danielle voltou seus olhos para a casa. Passara muitas vezes por ali, sonhando com o dia em que aquele pedacinho do paraíso poderia ser seu. Observava a casa, grande e já velha, as paredes desbotadas, marcadas pela chuva e pela terra, as enormes janelas de madeira, pintadas em azul, tudo era tão lindo, tão harmonioso que parecia uma tela de pintura, dessas belas paisagens vistas em exposições. O lugar era doce, calmo e mágico. Enquanto se encaminhava para a entrada da casa, ouviu o trotar de um cavalo se aproximando. Percorreu com os olhos tudo em volta e logo viu o animal surgir no topo da colina e se aproximar com velocidade.
- Ah, olha lá o Sr Eduardo chegando!
Danielle não conseguia desviar o olhar daquela cena. Edward cavalgava com maestria. Corpo levemente arqueado para conseguir velocidade, mãos segurando forte as rédeas, pernas ocupando perfeitamente o jeans desbotado e descendo rígidas ao longo do animal. Seus cabelos negros voavam e brilhavam emoldurando seu rosto, barba por fazer e um encantador par de olhos castanhos claros, que refletiam os raios do sol. Parou próximo aos dois, despertando Danielle de seu fascínio.
- Sr Edward, essa moça quer lhe falar.
- Comigo, Allan?
- Sim, sou Danielle, conversamos por telefone algumas vezes, nossos advogados tem organizado todo o processo da compra da fazenda, mas como eu havia lhe dito, gostaria que conversássemos pessoalmente e...
- Ah, sim, claro. Vamos entrar, sra Danielle.
- Por favor, apenas Danielle, não me faça sentir a idade chegando.
Edward riu alto. Olhou para Danielle, seus cabelos longos, dourados e esvoaçantes, olhos cor de mel, misteriosos, intensos. Passeou os olhos por seu corpo delicado, mas bem torneado, tudo em perfeita harmonia. A camisa branca, desabotoada mostrava seu colo levemente bronzeado, a calça colada ao corpo e as botas até os joelhos lhe davam um ar sensual e selvagem.
- Uma mulher tão bela e claro, ainda jovem, não deveria se preocupar com isso. – E voltando-se para Allan:
- Por favor, prepare dois cavalos. Deixe o meu descansando, o fiz correr bastante por hoje. Acredito que Danielle queira sair para um passeio, para conhecer o local.
- Ah, sim, seria ótimo.
- Bem, enquanto Allan prepara os cavalos, vamos até a cozinha tomar um café...
Edward conduziu-a através da grande sala, repleta de móveis antigos, num visual rústico muito bem organizado. Na cozinha serviu o café nas duas xícaras, oferecendo uma a Danielle.
- Mas me conte Danielle, por que tanto interesse por esse pedaço de fim de mundo?
- Bem... desde criança passo por aqui, na estrada onde inicia sua propriedade. Alguns familiares possuem terras mais adiante. Porém, sempre achei sua fazenda muito especial, a paisagem é linda, as colinas, as árvores enormes e essa casa! Tudo parece que foi muito bem escolhido para montar esse belo e harmonioso cenário.
Nesse instante Allan entrou na cozinha avisando que os cavalos já estavam preparados. Os dois se levantaram e logo se afastavam da casa, seguindo pelas colinas.
Enquanto cavalgavam, ele contava um pouco sobre a fazenda, que herdara de seus avós. Os pais moravam em outro estado, e preferiam o progresso e a cidade, ao clima tranqüilo do campo. Edward tinha seu apartamento na mesma cidade dos pais, possuíam uma empresa onde ele também atuava, mas sempre que podia, passava alguns dias na fazenda. Gostava do silêncio, da tranquilidade do campo. Era bom respirar o ar puro, nadar nas cachoeiras que havia por ali, sem contar das longas cavalgadas pela manhã e nos finais de tarde. Olhou para Danielle que estava ainda mais linda ao cavalgar. Corpo ereto, cabelos voando soltos...
- Que tal uma corridinha?
E dizendo isso, Edward disparou com seu cavalo, descendo a colina. Danielle manteve seu ritmo, pouco cavalgava quando visitava a fazenda da família, não gostava, tinha receio de não controlar o animal. Se sentia tensa e sem dúvida preferia caminhar. Edward notou que ela não o acompanhara e voltou.
- O que foi? A mocinha está com medo?
- Não costumo cavalgar muito e correr então jamais!
 - Não se preocupe, o campo é limpo, sem obstáculos. É bom sentir o vento, a liberdade, a velocidade...
E dizendo isso, acertou com uma das mãos o cavalo de Danielle, assoviando alto e fazendo com que o animal disparasse. Ela segurou como pode as rédeas, tentando afirmar as pernas em torno do cavalo. Edward ficou parado por alguns instantes, se divertindo com a cena. Mas então se arrependeu e foi atrás de Danielle. Ela já estava longe, lutando para se manter sobre o cavalo. Tentou puxar um pouco as rédeas e parar o animal, mas o efeito foi o contrário do desejado. Ele seguiu em alguns leves saltos, lançou as patas dianteiras no ar e jogou Danielle ao chão, seguindo ainda mais adiante, até parar. Ela caíra debaixo de uma árvore frondosa, sobre suas folhas e a grama que tomava todo o campo, amortecendo a queda. Logo Edward se aproximou, apressou-se em deixar o cavalo e correr até ela.
- Desculpe-me Danielle... você se machucou? Venha, vou levá-la de volta em meu cavalo e vamos até o hospital!
- Calma, Edward, não me machuquei. Mas você poderia ter me matado! Mais cuidado com suas brincadeiras!
- Me desculpe novamente, não pensei que pudesse acontecer... Venha, deixe eu lhe ajudar a se levantar.
Dizendo isso, estendeu a mão para que Danielle segurasse. Quando ela tentou se levantar, sentiu uma forte dor no pé direito, provavelmente alguma torção, e então sentou-se novamente. Edward preocupou-se.
- Deixa eu te ajudar a tirar essa bota...
Livrou o pé de Danielle do calçado e da meia, segurou-o e tentou fazer com que se movimentasse, porém notou que ela sentia dor. Passou então a massageá-lo de leve, dobrou a barra da calça até os joelhos dela e deslizou novamente as mãos até seu pé. Danielle que estava distraída pela dor, levantou os olhos e observou Edward. Ele estava absorto, tocando seu pé. Na verdade sentia a pele macia e quente daquela mulher, ela ali tão próxima, sua beleza que combinava tão bem com a paisagem daquela manhã iluminada. Notou que ela o observava e então buscou seu olhar. Os raios de sol faziam com que os olhos amendoados de Danielle ficassem ainda mais belos. Ele mantinha uma das mãos no tornozelo dela, a outra apoiada no chão. Os dois em silêncio, sustentavam aquele olhar. Era possível ouvir o farfalhar dos pássaros, o ruído das folhas das árvores bailando com o vento, e era quase possível ouvir o bater descompassado daqueles dois corações e suas respirações ofegantes.
Edward se aproximou de Danielle, joelhos dobrados, e o corpo apoiado sobre eles. Tocou com uma das mãos o rosto dela, sua pele macia, ainda vermelha pelo susto. Sentiu seus lábios macios e não resistiu, beijando-a docemente. Ela se deixou levar pelo momento, totalmente envolvida, esqueceu da dor e agora uma sensação deliciosa a invadia. Ele a aconchegou em um forte abraço, sentindo o perfume suave de seus cabelos. Se afastou um pouco e livrou-a da outra bota. Então, deitou-a suavemente sobre a grama, enquanto a beijava com desejo. Logo suas mãos passeavam por seus cabelos, desciam por seu pescoço, parando nos botões da camisa, aquele mesmo botão que chamara sua atenção quando se conheceram. Desabotoou-o, percorrendo de leve seu colo com as pontas dos dedos. Danielle sentia o corpo se arrepiar com o toque de Edward. Ele então abriu cada botão vagarosamente, e agora seus dedos passeavam por ela, pescoço... seios... barriga... agarrou com força sua cintura, beijando-a mais uma vez, mordiscando seus lábios, passando de leve a língua por eles. A mão passou da cintura para o botão da calça, também logo desabotoado. Edward desceu o zíper da calça de Danielle, sua mão entrando por aquele espaço. Ela não continha o seu desejo, aquele homem era enlouquecedor, seu toque era delicioso. Queria senti-lo ainda mais e então, livrou-o da camisa, deixando seu peito nu, forte, quente e tão próximo. Pode tocá-lo, passeando suas mãos por seus braços, seu peito, suas costas.
Edward alcançou o desejo de Danielle. Descendo a mão entre sua calça e por dentro da calcinha, seus dedos invadiam todo aquele calor. Ele sentia vontade de deixá-la nua e possuí-la tão breve, porém lutou contra seu desejo, queria prolongar aquele momento. Ela já estava molhada de prazer, e então ele roçou o dedo entre seus pelos, abrindo espaço através da roupa, invadindo-a com facilidade. Danielle tinha uma das mãos cravadas nas costas dele, a outra deslizava por seus cabelos macios, enquanto ela beijava seu pescoço, mordiscava a orelha, percorrendo-a suavemente com a língua e sentindo o corpo dele também se arrepiar. Os dedos de Edward brincavam com ela, dentro e fora, causando uma sensação enlouquecedora. Sem aguentar mais, ela mesma tirou a mão dele de si, seus olhos fixos nos dele, e então beijou-o com fervor.
Ele arrancou a calça de Danielle, levando junto a calcinha, enquanto ela fez o mesmo, livrando-o de suas roupas. Se colocou sobre ela, o corpo curvado para permitir que se beijassem, para que se sentissem ainda mais próximos. Enfim, Edward guiou-se bem devagar para dentro dela, abrindo-a aos poucos. Ela o sentia cada vez mais ali dentro de si, até que a alcançou bem fundo. E lá, completamente encaixado, seus corpos colados, pressionando um ao outro, fundidos em um só desejo, ele afastou-se um pouco, mantendo os olhos fixos nos dela, tomou com cuidado cada uma de suas pernas, colocando-as sobre seus ombros, e iniciou um ir e vir forte, mas sem pressa. A cada vez que se retirava um pouco dela, voltava com mais desejo. Ela sentia as mãos de Edward em suas coxas, apertando cada vez mais. Então ele aumentou o ritmo, o silêncio fazia com que a respiração de ambos parecesse ainda forte e descompassada.
Edward arrastou Danielle para mais perto, retirando seus quadris do chão. Ela se mexia, lançando seu corpo ao encontro dele. O olhar que sustentavam até então cedeu, seus olhos se fecharam e ambos explodiram num leve gemido, num intenso prazer. Danielle desceu suas pernas ao chão e ainda com Edward dentro de si, levantou-se levemente, buscando seus braços. Permaneceram assim, abraçados por algum tempo, ouvindo a música da natureza e de seus corpos que cantavam um para o outro.
Ele a deitou novamente no chão e também se acomodou ao seu lado, fazendo com que ela repousasse a cabeça em seu peito. Aquele momento era tão especial que nem sentiam o desconforto do chão, seus corpos em contato com a grama. Porém, Edward se preocupou:
- Uma mulher com um corpo tão lindo e macio não deve ficar se esfregando na grama.
E sorrindo afastou-se dela, esticando as duas camisas ao pé da árvore, sentando-se e também convidando Danielle a juntar-se a ele. Ela observou seu corpo ali, nu, recostado na árvore e então se aproximou vagarosamente, permitindo a ele observar toda aquela mulher. Abaixou-se ao seu lado e sussurrou em seu ouvido:
- Agora eu vou te mostrar que posso ser bem melhor cavalgando...
Passou uma das pernas sobre ele, as mãos apoiadas em seus ombros. Sentou em seu colo, atiçando seu desejo. Beijou-o... os lábios quentes, molhados, as línguas se tocando, se enroscando. Afastou uma das mãos do corpo de Edward, ergueu-se o suficiente para que pudesse levá-lo novamente para dentro de si. Desceu devagar, ouvindo ele gemer baixinho. Ela apoiou suas mãos no tronco da árvore, mexia os quadris, rebolando de um lado para o outro. Ele então alcançou seus seios, que estavam bem ali, prontos para serem abocanhados. Beijou-os, a pele tão alva e macia, percorreu cada um deles com a língua, sugando-os levemente, enquanto ela dançava deliciosamente sobre ele.
Danielle então iniciou sua cavalgada, subindo o máximo para que ele não escapasse de si, e descendo com fúria, impetuosamente. Edward mantinha as mãos em seus quadris, sentindo o ir e vir de seu corpo, às vezes deslizando por suas pernas, subindo por suas costas, passeando por seus seios... Ela estava sobre ele, porém ele a dominava, tomando para si cada parte do corpo dela. Danielle estava novamente a ponto de explodir, impôs mais velocidade, soltando o ar fortemente a cada descida, seus cabelos colados ao corpo suado. Ambos mantinham agora os olhos fechados, sentindo o calor um do outro e toda aquela sensação de que nada mais existia. Seus corpos pulsavam, indicando que o êxtase se aproximava, clamando por isso. Ela então se aproximou o máximo que pode de Edward, roçando e pressionando todo seu corpo contra o dele. Envolveu-o com seus braços, se movendo ainda mais rápido. E então, numa descida forte e intensa, seus corpos alcançaram o orgasmo, em espasmos de prazer. Ambos com um leve sorriso no rosto, ainda ali, abraçados, se tocavam com carinho. As palavras ainda não se faziam necessárias, só o toque de seus corpos, suas mãos, suas bocas... era suficiente.
O sol já estava mais forte, o calor aumentara e era tempo de voltar para o abrigo da casa. Edward porém lembrou-se que estavam próximos de uma bela cachoeira e convidou Danielle para se refrescar um pouco. Apesar do pé ainda doer, ela aceitou e notou que podia ouvir o ruído da água caindo nas pedras, indicando que estava mesmo bem próximo.
Poucos passos depois, uma leve descida, e a bela cachoeira descortinava-se através das árvores. Estampando no rosto a alegria de um menino, ele preparou-se e pulou, mergulhando nas águas cristalinas. Ela entrou aos poucos, a água ainda estava fria. Fechou os olhos e mergulhou também, para molhar os cabelos, e quando voltou a abri-los, se deparou com Edward em sua frente. Seus olhos faiscavam de desejo, os cabelos molhados ainda mais negros, o leve sorriso ainda iluminando seu rosto. Envolveu Danielle em seus braços, suspendeu-a no ar, rodopiando nas águas que corriam vagarosamente. Quando a devolvia ao chão, ela enlaçou sua cintura com as pernas, sorrindo maliciosamente. Ele segurou seus quadris, afastou-a um pouco, enquanto mais uma vez, ela o guiava para dentro do seu corpo sedento. Com as pernas, ela impulsionava o corpo para cima, flutuando, e ele a puxava novamente para baixo. A água deslizava por seus corpos e Edward também deslizava entre as pernas de Danielle. Eles se completavam, lançavam-se um ao encontro do outro, num desejo mútuo que não tinha fim.


O contraste do sol quente com a água fria trazia arrepios que percorriam o corpo dos dois, o ruído na água, suspiros, gemidos, tudo aumentava ainda mais aquela sensação de prazer. Ela sentiu Edward pulsar dentro de si, e aumentou o ritmo, se entregou totalmente a ele, sentindo cada pedaço do seu corpo tocando no dela, subindo e descendo num espaço curto, forte, rápido, até que, assim como a água escorrendo entre as pedras, ele também escorreu para dentro dela mais uma vez.
O sol queimava impiedoso, mas o calor que tomava conta do Edward e Danielle não era por conta do astro rei. O desejo que sentiam um pelo outro os aquecia. Seus olhos se fundiam em um só raio de luz. Já vestidos, deixavam a cachoeira para trás, alcançando o campo novamente. Caminharam um pouco em busca dos cavalos e logo os encontraram. Edward colocou Danielle junto a si, prendendo o outro cavalo junto do seu, para que pudessem seguir até a casa. Cansados, seguiram cavalgando vagarosamente, apesar do calor. Ela mantinha os braços enroscados em torno de Edward, as mãos em seu peito, tocando sua pele através da camisa abotoada apenas até a metade. O vento ainda soprava levemente, as árvores acompanhavam bailando no ar. Ela se sentia leve, e extremamente alegre. Por seus pensamentos passava a ideia de que precisaria conhecer melhor aquelas terras antes de realmente fechar o negócio. Um sorriso enigmático brilhou em seus lábios. Sim... ela precisaria de mais alguns dias ali, percorrendo as belas colinas na companhia de Edward, sentindo seu corpo, seus beijos, sendo novamente invadida por ele, até que, quem sabe, aquele fogo deixasse de queimar dentro de si...

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