terça-feira, 24 de setembro de 2013

Juan e Rúbia - 1º round...

Juan atravessou apressado o portão velho do galpão, semblante carregado, expressão desafiadora. Não havia ninguém ali naquele horário, o local usado para os treinos estava vazio. Precisava descarregar um pouco de energia. O dia na empresa não fora fácil. Entrou, foi até o simples vestiário, tirou a roupa de trabalho e colocou o short que havia deixado no armário. Parou em frente ao octógono, sentia o sangue ferver, coração acelerado, o silêncio fazia com que ouvisse seu próprio corpo funcionando. Resolveu colocar as luvas e aquecer um pouco. Quando treinava esquecia de tudo, sua mente ficava vazia e se concentrava apenas nos golpes, na técnica, nos movimentos do seu corpo. O dia estava quente e Juan já suado. Entrou no octógono. Seu adversário era imaginário, se desviava de seus golpes e lhe aplicava outros. Estava tão concentrado que não ouviu o ruído do portão se abrindo e nem os passos que indicavam a presença de mais alguém.
Rúbia estava na sacada da sua casa, buscando um pouco do frescor do início da noite quando viu Juan entrando no galpão. Sempre o observava, sua pele morena, olhos negros, lábios que pareciam tão macios. Ela o desejava, nutria uma certa paixão por aquele homem há algum tempo, desde a época da juventude, quando era a tímida da turma e ele o pegador, o descolado e popular. Naquela noite talvez o calor tenha aumentado ainda mais esse desejo, e num ato louco, Rúbia resolveu descer e ir até o galpão atrás dele.
Entrou, o portão velho denunciando a sua presença. Ainda assim seguiu, com passos lentos, parou a uma certa distância dele, apenas o observando. Seu corpo se movimentava com agilidade, os músculos rígidos com o esforço, o suor banhando cada parte. Rúbia sentia o coração acelerado, a respiração descompassada. Ele ainda não havia notado sua presença e ela não sabia se permanecia onde estava, se aproximava-se mais ou ainda se corria para longe antes que fosse descoberta. Mas... já havia percorrido o caminho até ali. Já deixara a sensatez na sua sacada quando decidiu segui-lo. Não era mais a menina boba da turma, era uma mulher independente, decidida e, naquele momento, sentia-se extremamente corajosa.
Resolveu se aproximar mais, foi caminhando devagar, estava tão perto e ainda assim Juan não a notara. Parecia estar em outro mundo, Olhos semicerrados, braços e pernas se revezando nos golpes.
Rúbia também já não era mais dona de si, não controlava seu desejo, sua vontade em sentir o corpo suado dele junto ao seu. Tirou os sapatos, entrou no octógono, parou nas costas de Juan, seus ombros largos, fortes... Observava cada contorno do corpo dele e enfim segurou-o pelo braço, apertando forte sua mão na pele quente de Juan, que sentiu um arrepio a lhe percorrer, e assustado se virou rapidamente, encontrando Rúbia ali dentro, descalça e envolta em um vestido leve, solto. Observou seus olhos, fixos nele, sua boca entreaberta, a respiração acelerada.
- Rúbia... o que você está fazendo aqui?
Ela não respondeu, a voz sem forças para sair. Pousou sua mão no peito de Juan e deslizou por seu corpo, levando as gotas de suor, sentindo sua pele macia. Estava envolvida, mergulhada naquele momento. Juan se sentia perdido, sem saber o que fazer, surpreendido pela situação. Mas o desejo estampado nos olhos de Rúbia havia também deixado seu corpo em alerta. Ela se aproximou ainda mais, os lábios colados nos ouvidos dele, sussurrando.
- Você não sabe quantas noites eu sonhei com isso. Há quanto tempo minhas mãos desejam tocar seu corpo e todas as vezes em que eu  te imaginei dentro de mim...
Juan sentiu seu corpo estremecer de prazer, segurou forte na cintura de Rúbia, deslizou as mãos até suas pernas, levantando o vestido e a trazendo para mais perto, pressionando o seu corpo contra o dela. Ela sorriu, sentindo entre suas roupas finas o desejo de Juan crescendo. Afastou um pouco o rosto e ofereceu seus lábios, que ele aceitou em um beijo forte, sua língua invadindo a boca de Rúbia sem pudor. O calor aumentava , o beijo não tinha fim.
Juan lançou Rúbia na tela de proteção, arrancou seu vestido e foi descendo sua língua desde o pescoço dela, passando pelos ombros, até alcançar seus seios e se demorar por ali. Com os olhos fechados e tentando respirar, Rúbia se sentia enlouquecer de desejo. Ele lambia seus seios, mordiscava, chupava, e ela já não aguentava mais aquela tortura. Enfim sua língua quente seguiu o caminho que o corpo dela lhe oferecia, desceu até suas pernas que tremiam sem forças. Juan puxou com força sua calcinha, deixando-a totalmente nua e entregue. Parou por alguns instantes para observá-la, notando os belos contornos de seu corpo. Nunca havia percebido o quanto Rúbia era linda e desejável. Apoiou uma das mãos em sua perna e com a outra tocou-a delicadamente. Ela gemeu baixinho, já estava molhada e totalmente pronta. E então, como se sentisse fome por aquela mulher, chupou-a profundamente, misturando sua saliva com aquele líquido de prazer. Juan a invadia com sua língua e ela delirava, seu corpo prestes a explodir. E quando ela pensava que não seria capaz de aguentar mais, ele levantou-se e num ímpeto, sem aviso, sem tempo para pensar, a penetrou fundo e com facilidade, ambos prontos para aquele momento.
Apoiados na tela, Juan afastava seu corpo e novamente se lançava sobre Rúbia, que se agarrava à ele e às cordas nas suas costas. Ele segurou uma das pernas dela com força e passou em torno da sua cintura. Ela equilibrava-se e se sentia mais perto de explodir. Ele então levantou-a um pouco, fazendo com que agora, tivesse as duas pernas enlaçadas em seu corpo. As mãos de Juan sustentavam suas costas junto da tela. Ele mantinha os dentes trincados, esperando o momento certo de soltar todo seu prazer, num ir e vir profundo e forte. Rúbia sentia seus dedos pressionados em sua pele. Seus corpos deslizavam de suor, pulsavam, e com Juan ocupando completamente aquela mulher, os dois alcançaram juntos as estrelas, ele soltando seu corpo sobre o dela, as mão agarrando as cordas, enquanto as dela se enterravam em seus braços fortes. Rúbia voltou seus pés ao chão, respiravam profundamente. Juan afastou-se um pouco.
- Rúbia! Que loucura foi essa? O que você veio fazer aqui?
- Juan... eu... eu preciso de você agora, mais... muito mais!
Juan não conseguiu dizer não e beijou-a ardentemente. Rúbia forçou-o a cair sobre o tatame e também se lançou sobre ele. Mordiscava sua orelha, suas mãos passeando por todo aquele homem. Foi beijando cada pedaço do seu corpo moreno, sentindo o sal do suor. Ele ainda a desejava, seu corpo mostrava isso, e então, Rúbia segurou forte seu sexo com uma das mãos, enquanto a outra deslizava por uma das pernas. Abocanhou-o repentinamente e sentiu todo o corpo dele respondendo àquela sensação. Lambeu-o vagarosamente, cada pedacinho, a outra mão ainda a passear por sua coxa. Colocou-o novamente na boca, sugando e roçando levemente os dentes, subindo e descendo lentamente, saboreando-o com desejo, querendo muito mais! Ouvia a respiração de Juan mais forte e então aumentou o ritmo.
- Rúbia... eu não aguento mais... você está me deixando louco!
Ela colocou seu corpo sobre o dele, uma das mãos apoiadas no tatame enquanto a outra o guiou para dentro de si. Estavam completamente molhados... de suor... de prazer. Seus olhos se cruzaram e se mantiveram fixos um no outro. Rúbia mordia o lábio inferior contendo seu desejo, seus olhos faiscavam e os dele também. Ela então iniciou uma cavalgada lenta, ele a alcançava fundo, o atrito entre seus corpos era perfeito. As mãos de Juan percorriam o corpo dela, às vezes faziam uma pausa e cravavam novamente com força toda aquela loucura. Rúbia apoiou-se em seu peito, descendo ainda mais rápido, a flexibilidade do tatame fazia tudo ficar ainda melhor. Eram tantas sensações, desejo, calor, suor, perigo, surpresas... Isso só aumentava o prazer que sentiam.
Juan também estava totalmente entregue, observando aquela mulher cavalgando sobre ele. De repente, num golpe rápido, a que ele estava acostumado, colocou-a de quatro, segurou forte seus quadris e ocupou-a vorazmente. Rúbia não encontrava ar para respirar, era tudo tão intenso... E então ele deu início a um ir e vir torturante, retirando-se quase totalmente dela e voltando rápido. Ela o sentia todo ali dentro, seu pulsar, a umidade... Também sentia suas mãos a segurá-la cada vez mais forte. Rúbia lançava seus quadris ao encontro dele, e sentindo o desejo de Juan  próximo, agarrou sua coxa, dobrada sobre os joelhos ao lado de seu corpo, e se entregou a ele, recebendo em troca um suspiro profundo e sentindo ele se derramar dentro dela uma vez mais. Banhados de suor e prazer, caíram sobre o tatame molhado, Rúbia de costas para Juan, ele ainda dentro dela... e ela ainda sentindo o seu pulsar. Ficaram assim por alguns segundos, era loucura demais o que estavam fazendo, mas também era prazeroso demais.
- Rúbia, não podemos ficar aqui, você precisa ir...
- Eu vou Juan. Você tem uma toalha por aí pra eu me enxugar e me vestir?
- No vestiário...
- Me leva até lá?
Juan levantou-se, Rúbia o seguiu. Logo estavam no vestiário. Ele abriu a porta de um dos muitos armários, pegou uma toalha e entregou a Rúbia. Ela segurou-a, mas a lançou no chão, se aproximando de Juan, esfregando-se em seu corpo, fazendo com que fossem até um dos chuveiros, dando vazão à água fria, que em contato com seus corpos quentes, causou um choque agradável. Suas mãos deslizavam por todo o corpo de Juan, enquanto ela o beijava com volúpia, desejando que aquele momento não tivesse fim. Ele, novamente cedendo aos seus instintos, lançou Rúbia contra a parede lateral do espaço destinado ao banho, segurou suas mãos e a provocou ainda mais, deslizando seu corpo pelo dela, pressionando-a sem que ela nada pudesse fazer.
- Juan, por favor... eu quero você! Eu quero você dentro de mim!
Ele então suspendeu os quadris dela, Rúbia novamente o encaixou entre suas pernas. A água do chuveiro escorria pelas costas de Juan, que a segurava com força enquanto ela se abria para ele. Eles se completavam com maestria e conseguiram mais uma vez proporcionar um ao outro o êxtase do prazer.

Rúbia se agarrou a ele, sem imaginar o que poderia ocorrer a partir daquele dia e daqueles momentos deliciosos. Mas não tinha tempo e nem forças para pensar nisso agora. Estava eufórica por finalmente ter aquele homem a quem tanto desejara junto de si, dentro de si... E se dependesse de todo o desejo que mantivera guardado por tanto tempo, ele ainda a ocuparia por outras vezes, muitas outras vezes...

Para vocês... boa luta!!! E que nunca haja perdedores... que todos vençam... vençam de prazer!!!

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