Natalie não conseguia se
concentrar em nada. Depois das poucas horas ao lado de Nick, ele passara a
ocupar todos os seus pensamentos. Não tirava os olhos do celular, aguardando
alguma mensagem e tentando controlar a ansiedade em escrever-lhe. Nick tinha seus
dias repletos de afazeres; o trabalho, a família... e Natalie se sentia
enciumada, queria o tempo todo daquele homem para si. Já se passara duas
semanas desde o encontro entre os dois e ela não suportava mais a distância
física que se fazia tão presente. Não se contentava em vê-lo e ouvi-lo apenas
pelo computador. Aquela máquina fria não era capaz de lhe trazer o calor de
Nick, seu cheiro, seu gosto, ela sentia-se enlouquecer. Iniciava a terceira
semana e então Natalie, perdendo todo o controle, decidiu ir até ele. Preferiu
não avisá-lo da visita, pois ele tentaria trazer-lhe o juízo novamente e ela
não queria, perdera muito tempo da vida sem ter coragem para seguir seus
desejos.
Buscou
em suas mensagens, uma das conversas com Nick, em que ele comentara sobre o
local onde trabalhava, indicando inclusive o ponto da cidade em que o
escritório ficava. Logo encontrou e anotou em um papel. Tantas vezes pensara em
apagar aquelas conversas do seu computador e agora agradecia por não tê-lo
feito.
Era
manhã ainda, com certeza chegaria a tempo de encontrá-lo para um almoço. E o
prato principal seria Nick, não via o momento de devorá-lo! Sentia-se
exultante, a alegria a dominava. Entrou no carro... em três horas estariam
juntos. Lembrou-se do trabalho. Que bom que ainda tinha várias folgas devido às
horas e projetos que realizara a mais. Pegou o celular na bolsa e ligou,
avisando que precisaria faltar, um compromisso urgente, estava inclusive
iniciando uma breve viagem.
-
Isso... é um problema urgente, preciso resolver hoje, já estou pegando a
estrada!
-
Tudo bem, Natalie, e você conseguirá voltar para trabalhar amanhã?
Um
lampejo passou em sua mente descontrolada “uma noite com Nick...”
-
Não, provavelmente não! Talvez chegue à tarde. Ligo assim que sair de lá, tudo
bem?
-
Claro, vá tranquila!
Natalie
era uma ótima funcionária, vários dias trabalhara além do seu horário e ainda
levara pastas e mais pastas de trabalho para casa.
Sua
mente fervilhava, seu corpo entrava em ebulição. Corria estrada afora, o
caminho era conhecido, já trabalhara por um ano na cidade em que Nick morava,
dirigia automaticamente, e por conta do horário e de ser um dia comum de
trabalho, havia pouquíssimo movimento.
Sem
perceber chegara em seu destino, seus pensamentos em Nick. Já sentia-se mais
próxima, seu corpo arrepiava-se. Iria sentir suas mãos tocando-a novamente. Sem
nenhuma dificuldade encontrou o local onde ele trabalhava. Faltava ainda meia
hora para que ele saísse para almoçar. Será que aguentaria? Permaneceu no
carro, observando o ir e vir das pessoas. Ouviu o celular tocar dentro da
bolsa. Era uma mensagem de Nick; “Estou indo almoçar, bjs”. Imediatamente ela
lhe respondeu: “Acredito que será um ótimo almoço, terá uma grande surpresa!”
Depois de alguns segundos ele apareceu na porta do escritório, seguindo para a
garagem em busca do carro. Natalie desceu e o seguiu, mantendo alguma distância
para que não fosse vista. Quando Nick abriu a porta do carro, recebeu sua
surpresa...
-
Olá! Que tal um almoço diferente hoje?
Olhou
rapidamente e viu Natalie, cabelos esvoaçantes e um decote provocante, indicando
sua intenção de estar ali.
-
Natalie... o que você está fazendo aqui? Que surpresa!
-
Espero que seja uma surpresa boa! Já não aguentava mais, precisava vê-lo,
tocá-lo... precisava de você bem aqui... – diz ela, pegando suavemente a mão de
Nick e colocando entre suas pernas, observando o desejo brotar em seus olhos.
-
Vamos sair daqui... – sussurra ele.
-
Não! Preciso agora!
Dizendo
isso, Natalie coloca as mãos no peito de Nick, forçando-o a entrar no carro.
Ele se senta, as mãos no volante.
-
Aí não, no outro banco...
Assustado,
Nick passa para o banco ao lado. Natalie dá a volta no carro, abre a porta e se
senta no colo dele, surpreso e sem reação com tudo aquilo. Ela lhe oferece um
beijo quente, forte. Tira os sapatos. Se levanta um pouco de Nick e com as mãos
tira sua calcinha. Está em um vestido solto, propositalmente escolhido para
aquela situação. Desabotoa a camisa de Nick, seus dedos descem e sobem.
-
Você é louca, Natalie! E você me deixa louco com sua loucura!
-
Vamos rápido! Ainda temos um almoço pra devorar! Essa é só a entrada, quero um
delicioso prato principal e claro, a sobremesa.
Ele
sorri, suas mãos deslizam pelas macias pernas de Natalie. Ela se vira de frente
para ele, uma perna de cada lado, apoiadas na porta e no freio de mão do carro.
Levanta um pouco seu vestido, desabotoa a calça de Nick, e tira de lá a razão
de sua loucura. Brinca com ele por alguns segundos apenas, pois sabe que não
pode se demorar ali, naquela garagem pública. Nick a segura por baixo do
vestido. Ela o encaminha para onde deve estar, dentro de si mesma, ocupando o
vazio que deixara nas últimas semanas. Inicia um vai e vem delicioso, vagaroso
e profundo. Enquanto ela sobe e desce, seus seios que saltam do decote roçam
por Nick, e ele os beija, acaricia... ela suspira. Os vidros do carro já
começam a suar, assim como seus corpos. Natalie comanda aquele momento, aumenta
o ritmo. Quer deixar aquele homem louco, quer fazê-lo ver as estrelas e todos
os planetas...
-
Vai Nick, mata a minha saudade! Eu preciso de você...
Ela
alcança um ritmo frenético, em busca do total prazer, está quase lá...
-
Ah! Natalie...
Ouvir
seu nome na boca de Nick completava sua explosão. Os dois se presenteavam com
um orgasmo enlouquecedor. Natalie se acomoda sobre ele por alguns segundos.
Beija seu pescoço, mordisca sua orelha e sorri.
-
Vamos sair daqui! Quero ir pra cama com você agora!
-
Natalie, eu não posso! Daqui a pouco preciso voltar ao trabalho.
-
Tudo bem, almoçamos juntos então?
-
Bem... se você se comportar. Conheço muitas pessoas por aqui...
-
Claro... vou no meu carro, sigo você!
Nick
apenas consente com a cabeça. Sabia que era arriscado demais sair com Natalie.
Percebera que ela era extremamente impulsiva e não media as consequências dos
seus atos. Ele tinha sua família e não queria ter problemas. Ela o divertia e
fazia com que se sentisse vivo, longe da rotina do dia a dia, mas era só isso,
uma aventura, uma diversão, e não queria que fosse nada além disso.
Foram
a um restaurante próximo e não muito movimentado. Natalie não sentia fome, não
de comida, sua fome tinha nome e era Nick. Tão pesaroso estar ao lado dele e
não poder tocá-lo. Imaginava as cenas mais eróticas junto com ele, ali mesmo,
naquele restaurante, arrancando sua roupa, jogando-a sobre a mesa, com ele
sobre ela...
-
Não vai comer mais? Você mal tocou na comida! Pelo menos beba o suco.
-
Estou sem fome...
-
Por que não me avisou antes que viria? Eu teria arrumado alguma desculpa para
faltar algumas horas do trabalho.
-
Ah... resolvi hoje de manhã, assim de repente. Já na aguentava mais, precisava
de você...
-
Preciso voltar ao trabalho. Você vai embora?
-
Não... vou me encontrar com uma amiga no shopping, há tempo não nos vemos. Você
vai sair tarde hoje?
-
Por volta das seis. Ainda estará aqui?
-
Talvez... quem sabe...
-
Bem, me avise!
Ele
se levanta, beija o rosto dela e se afasta. Ela se sente vitoriosa por criar
aquela mentira, já tinha um plano em mente, queria surpreender Nick mais uma
vez. Ficou ainda por um tempo ali, as horas se arrastavam, estava ansiosa. Deu
uma volta pela cidade, parou em um parque que conhecia e caminhou por algum
tempo, dando asas à imaginação, pensando em tudo o que poderia fazer com aquele
homem naquela noite. Quando conferiu o relógio, já se aproximava o momento de
Nick sair do trabalho. Dirigiu até lá, o coração descompassado. Deixou o carro
próximo e caminhou para dentro do escritório. Sabia que eram várias pequenas
salas, distribuídas entre os funcionários. Sabia também que Nick tinha a sua
sala e não a dividia com ninguém. Faltavam apenas dois minutos para que ele
saísse. Ela parou na recepção.
-
Olá! Tenho um material para entregar ao Senhor Nick. Ele já está me aguardando.
-
Sim, claro. É a última sala.
Natalie
seguiu pelo corredor, a maioria das outras salas já estavam vazias. Chegou na
porta da sala indicada e leu o nome de Nick em uma pequena placa. Não bateu,
abriu a porta vagarosamente. Ele estava concentrado atrás da tela do
computador, nem percebera sua entrada. Fechou a porta, trancando com a chave.
Nick rapidamente desviou seus olhos do computador e se deparou com Natalie
adentrando sua sala.
-
Você é realmente louca, já não tenho dúvidas disso. Como entrou aqui?
-
Ah, eu precisava de mais um pouquinho de você... então resolvi vir até aqui.
Sua sala é monitorada?
-
Não... mas...
-
Ótimo!
Imediatamente
tirou o vestido, deixando-o pelo chão. Estava completamente nua. Deixara a
calcinha e o sutiã no carro. Queria provocar Nick.
-
Hum... linda visão em um lugar nada adequado.
-
Pois eu acho o lugar perfeito!
Se
aproximou dele vagarosamente, girou sua cadeira, deixando-o de frente para si.
Novamente desabotoou sua camisa e agora a tirou, livrando o corpo de Nick para
que suas mãos pudessem senti-lo.
-
Natalie...
-
Não... não fale nada.
Girou
novamente a cadeira, ficando nas costas de Nick, massageando seus ombros,
pescoço, costas, beijando-o por várias vezes e esfregando seus seios nas costas
daquele homem a quem tanto desejava. Sentia o pulsar do seu próprio corpo,
pedindo por ele.
-
Me dê sua mão!
Ela
novamente encaminha a mão de Nick para onde estava mais cedo, dentro do carro,
entre suas pernas.
-
Sente como eu te desejo... já estou pronta para recebê-lo!
Nick
sente o corpo queimar com as palavras de Natalie. Um desejo incendiário de
possuir aquela mulher. Levanta-se rapidamente, pega Natalie pelos braços e a
lança sobre a mesa, derrubando papéis, livros... Ela sorri, conseguira o que
queria. Ele joga os sapatos para o lado, tira o restante da roupa. Natalie está
sentada sobre a mesa. Ele a puxa para perto, percorre todo seu corpo com as
mãos, explorando cada pedacinho. A mesa parece feita para aquele momento, a
altura ideal. Nick puxa Natalie um pouco mais, afasta suas pernas sem tirar
seus olhos dos dela. Vê quando ela passa a língua pelos lábios, mostrando todo
seu desejo. Com uma das mãos, espalma suas costas e com a outra guia a si mesmo
para dentro dela.
-
Ah, Nick...
Ele
coloca as duas mãos em suas pernas. Em alguns momentos, uma delas visita seus
seios, pescoço. Nick a penetra forte, com breves espaços em cada ir e vir. Cola
a boca em um dos seus seios, chupa seu gosto e ela se contorce de prazer, as
mãos cravadas nas costas dele.
-
Por favor, Nick, me invada!
Ele
aumenta a velocidade, ainda com força. A mesa se arrasta, saindo um pouco do
lugar a cada vez que ele se coloca totalmente dentro dela. O barulho traz ainda
mais excitação aos dois, que já não podem mais segurar todo aquele tesão. Seus
corpos indicam o êxtase se aproximando. Nick segura Natalie, envolvendo-a em
seus braços, sua respiração forte chega aos ouvidos dela, entre seus cabelos.
-
Eu vou...
-Ah...
Nick
sente as pernas fraquejarem, toda a sua força lançada para dentro daquela
mulher. A segura forte, suspende-a e senta-se em sua cadeira, com ela ainda ali,
seus corpos perfeitamente encaixados.
-
Quanta loucura pra um dia só...
-
Bem... e você teria uma noite livre para mais loucuras? – provoca Natalie.
-
Acho que posso dar um jeito nisso.
...
Nick
abriu a porta sorridente, revelando para Natalie o belo quarto que os
aguardava. As luzes em neon ofereciam um ambiente perfeito. A enorme cama
ficava sob uma estrutura de onde também várias luzes vermelhas aqueciam os
macios lençóis.
-
Bem, espero que tenha gostado...
-
É lindo Nick, perfeito...
-
Temos uma noite toda para aproveitar cada cantinho desse quarto!
Natalie
observava Nick. Aquele homem era surpreendente e parecia completar cada espaço
vazio que as decepções haviam deixado em sua alma e seu corpo. Quanto mais
momentos passava ao seu lado, mais tinha necessidade de estar ali, bem próxima,
colada em seu corpo. Percebeu Nick se aproximando, os olhos faiscando de
desejo. Ele passou de leve os dedos sobre sua boca e então iniciou um longo e delicioso
beijo. Natalie mais uma vez abriu cada botão da sua camisa, agora podia
tocá-lo, sentir cada parte do seu corpo em suas mãos. Nick escorregou as alças
do vestido de Natalie por seus ombros, enquanto beijava seu pescoço, ombros,
colo. Desceu com o tecido até descortinar todo o corpo dela e enquanto voltava,
depositava suaves beijos em suas pernas, barriga, e de novo pescoço. Ela se
arrepiava e se contorcia de desejo. Caminharam até a cama, Nick se despiu
completamente enquanto ela observava, ansiosa em tê-lo dentro de si. Iniciou
então uma longa e deliciosa tortura, beijando e mordiscando cada pedacinho do
corpo de Natalie. Libertou seus seios e passeou por eles.
-
Ah...
-
Bem... agora é minha vez de surpreendê-la...
Nick
pegou um tecido que envolvia um dos travesseiros...
-
Coloque as mãos juntas, acima da sua cabeça.
Natalie
obedeceu, totalmente envolvida. Ele amarrou com cuidado suas duas mãos juntas,
de forma que ela não conseguisse movê-las. Estava praticamente nua e entregue
para que ele fizesse com ela as maiores loucuras. Iniciou com mais um beijo
profundo, suas mãos desceram para a cintura de Natalie e também sua boca, que
pousou em seu seio, beijando, lambendo, chupando. Ela mantinha os olhos
fechados, absorvendo cada sensação. Sem que esperasse, sentiu a boca de Nick
ali, em seu ponto de prazer. Fazia movimentos circulares com a língua,
misturava sua saliva com a umidade de Natalie, há muito presente, aguardando para
ser descoberta. Queria tocá-lo, mas não conseguia, o calor subia por seu corpo,
deixando-a enlouquecida. Tentava se controlar para não acabar rápido com aquela
brincadeira. Em alguns momentos ele beijava suas pernas e logo voltava para o
ponto onde elas encontravam. Ela já não aguentava mais, precisava senti-lo com
urgência.
-
Nick, por favor, já não aguento mais...
Observou
seu leve sorriso. Ele aproximou-se de seu ouvido e sussurrou:
-
Seu pedido é uma ordem!
-
Quero tocá-lo...
Nick
então desatou suas mãos, Natalie sentia o corpo trêmulo, prestes a explodir.
Ele já estava sobre ela, colocou os travesseiros sob seu quadril, afastou suas
pernas, ela tinha a respiração descompassada e então lá estava ele, totalmente
dentro de seu corpo. Nick segurou seus joelhos e os dobrou, um de cada vez,
apoiando neles as suas mãos e evitando que ela esticasse suas pernas. Assim ele
conseguia alcançá-la fundo e ainda observar sua reação em cada ir e vir.
Natalie tinha as mãos agarradas nas coxas de Nick, apertando mais a cada vez
que sentia chegar perto do fim. Ele a havia enlouquecido e ela já estava
pronta, custava segurar seu total prazer. Nick também estava totalmente
excitado e a posição em que estava aumentava ainda mais sua sensibilidade. Logo
se deleitavam saboreando mais um delicioso orgasmo.
-
Ah, Nick...
-
Natalie...
Descansaram
por alguns instantes, um ao lado do outro. Natalie se levantou indo até sua
bolsa. Tinha planejado aquele encontro e levara algumas coisas para aproveitar
com Nick, pensando que ele jamais a esqueceria se o fizesse delirar de prazer.
Retirou de lá um pequeno vidro, continha um delicioso óleo, um perfume suave e
inebriante. Ele a observou se aproximar.
-
Hum, vou ganhar uma massagem completa?
-
É... podemos dizer que sim.
Natalie
estava de joelhos na cama, ao lado de Nick, derrubou o óleo em seu colo, para
que fosse escorrendo em seus seios. Também na barriga e bem pouco nas pernas.
Decidiu que assim como ele havia feito, também não permitiria a Nick tocá-la,
amarrando da mesma forma as suas mãos. Começou uma leve massagem no pescoço e
nos ombros. Enquanto utilizava as mãos ali, roçava seus seios pelo peito de
Nick, e também deslizava suas pernas, mantendo o contanto de ambos os corpos.
Desceu suas mãos pelo corpo dele e agora elas massageavam seu tórax enquanto os
seios escorregadios passeavam pela parte do corpo dele que indicava todo o seu
tesão. Natalie deslizava por todo aquele homem e ele só podia receber aquela
grande dose de excitação. Isso a deixava cada vez mais acesa. Desceu ainda mais
e agora concentrava as mãos e a boca para dar todo prazer a Nick. O engolia até
o fim, e aí voltava massageando-o com as mãos. Logo ouvia os suspiros dele, seu
corpo pedindo mais, e rápido.
-
Natalie... preciso ir pra dentro de você...
Agora
era ela quem sorria. Desatou logo as mãos de Nick, os dois estavam
escorregadios de óleo e assim, ele deslizou fácil para dentro dela, que iniciou
uma deliciosa cavalgada sobre ele. Mais uma vez estavam ambos prestes a se
derramar. Ela ia devagar e fundo, olhando para Nick com provocação. Ele estava
com as mãos grudadas em seus quadris, acompanhando todo aquele movimento. Logo
acelerou um pouco, sentia as pernas fraquejarem pelo desejo. Mais rápido ainda,
a respiração de ambos acompanhava aquele ritmo.
-
Vai Natalie, agora...
-
Agora...
E
mais uma vez se lançavam na cama exaustos e extasiados. O dia havia sido
movimentado e a noite não iniciara de forma diferente. Os dois sentiam os
corpos cansados, porém ainda estavam repletos de desejo. Fora um segundo
encontro bem intenso e portanto, permitiram-se um tempo de descanso. Natalie
repousava com a cabeça sobre o braço de Nick, observava-o e sentia sua
respiração, seu calor, sua pele. Era ótima a sensação de estar ali. Sem
perceber suspirou fundo, Nick abriu os olhos.
-
Que foi? Tudo bem?
-
Sim... ótimo!
-
Quer aproveitar um pouco a banheira?
-
Seria ótimo...
Os
dois então relaxaram na água quente, perfumada, coberta pela espuma que
envolvia seus corpos. Natalie estava sentada no colo de Nick. Os dois se
beijavam e se acariciavam, completamente envolvidos, desligados do mundo. De
repente, ele a segurou no colo, saiu devagar da banheira, caminhou pelo quarto,
a água deixando marcas pelo chão, e a lançou na cama, encharcando os lençóis.
Aproveitou que ela estava molhada e iniciou uma nova massagem, agora começando
pelos pés, depois tornozelos, fazendo uma deliciosa pressão. Subiu até as
coxas, e então virou-a de bruços. Beijou várias vezes seu pescoço, depois as
costas, sussurrando em seu ouvido:
-
Está gostando?
Natalie
respondeu com um leve sorriso no canto da boca, Nick voltou a beijá-la,
atravessando toda a linha central das suas costas. Contagiando o ambiente, a
música parecia traduzir as palavras de Natalie “eu quero apenas ser uma
mulher...” Era isso que se sentia agora, uma mulher, com seus desejos, e também
sendo desejada. Ele a vira novamente, beija sua boca, um beijo longo, sem fim,
que tira todo seu fôlego. A água do banho se mistura com o suor dos corpos, os
corações acelerados. Nick tem os seios de Natalie encaixados perfeitamente em
suas mãos, e depois em sua boca. Desce pelo corpo dela, pousa sua boca lá
novamente, mas agora recebe a ajuda dos dedos. Ela se contorce, geme alto, já
não tem forças para se controlar:
-
Nick, você vai me matar... não tenho mais forças...
-
Quero ver você gozar em minha boca...
E
então chupa com força seu gosto e ela se vê viajando pelo universo, seu corpo
em espasmos e depois relaxando. Porém Nick não lhe dá tempo para isso. Joga-se
sobre ela em mais um delicioso beijo. Natalie se vira, de costas, sente o
desejo de Nick, se empina para ele, que enlouquece. Ainda estava molhada, e tão
rápido já tinha Nick lhe ocupando. Estava apoiada nos braços, para que ele a
alcançasse fundo. Nick segurava com força seus quadris, ela deslizou as pernas
entre ele, diminuindo o espaço que ele ocupava e aumentando ainda mais o
contato. Podia senti-lo completamente, indo e voltando, sua vontade crescendo
ali dentro. Não conseguia acreditar mas novamente estava pronta... pronta para
mais uma viagem. Sentiu a respiração de Nick acelerar, assim como seu ritmo,
suas mãos ainda mais cravadas em seu corpo. Ele também estava pronto...
-
Ah... Natalie...
Segundos
de silêncio, respirações cortadas, e depois Nick desabava na cama, ao lado de
Natalie... ambos sem forças para qualquer ação. Permaneceram assim por algum
tempo, ele descansando dentro dela, e ela desejando que ele permanecesse ali...
ocupando seu corpo, seus pensamentos, seu universo! Queria que a noite não
tivesse fim... mas...