domingo, 17 de agosto de 2014

Puramente MULHER


Desde aquele domingo, a vida de Sylvia sofrera uma mudança impactante. O fim do relacionamento ruíra com o “eu” que lutara para reconstruir. O destino lhe mandara uma série de acontecimentos, sem que tivesse tempo de absorvê-los. O fim do casamento de longos anos, a redescoberta do seu corpo, do seu poder, do prazer que era capaz de sentir e oferecer. Se entregara às delicias do sexo totalmente desvinculado do amor ou da ideia de compromisso. Buscava satisfazer seus desejos, sem preocupações com o amanhã, livre de preconceitos e sem restrições. Vivia cada momento com intensidade, e se sentia realizada. Evitara sair com pessoas que buscavam algo diferente disso, mas não sabia ainda explicar porque quebrara esse ciclo e se envolvera com Marx, tendo plena consciência de que ainda não era o momento, e que ele, sem dúvida, não seria a pessoa ideal para ajudá-la.
O fato é que o amara verdadeiramente, mesmo que tudo tivesse durado tão pouco tempo. Por essa razão, fechara totalmente seu mundo para novas visitas, por longos meses. Porém, seu corpo pedia por sexo, apesar do coração ainda ser completamente de Marx. Sabia que ainda levaria muito tempo para se envolver novamente, para ter os sentimentos despertados por um outro alguém, mas também estava certa de que era capaz de se entregar ao prazer, puro, livre de todo o resto.
Enfim, decidiu retomar a vida, pegar as rédeas, ter o controle da situação. Já não dava mais para continuar enclausurada nas lembranças daquele passado. Retomou seus contatos, sabia bem onde conseguir exatamente o que queria, e teria com certeza suas tardes de terça novamente cheirando a sexo.
Então, alguns minutos e já tinha três convites. Ficava excitada quando podia escolher. Sabia que suas escolhas nunca seriam como a da maioria das mulheres. Já que sua única intenção era o prazer, suas primeiras opções eram os mais altos, fortes, e que demonstravam alguma dominância. Gostava de homens com atitude na cama e odiava os muito passivos. Ficou com o 1,90 de um cara de 30 anos, com quem falou alguns pouquíssimos minutos, certificando-se de serem quem realmente diziam ser. Logo percebeu que fizera a escolha certa. Ele imediatamente questionou se um encontro direto em algum motel seria algo precipitado, ao que Sylvia sorriu e lançou um satisfeito “não”. Tinha certeza de que sua terça seria animada.
O trabalho lhe consumia muito tempo, e no pouco que lhe sobrava, estava sempre exausta. A terça era o único dia da semana em que tinha algumas horas da tarde sem compromissos, e que nos últimos meses havia usado para se enfiar na cama e reviver as lembranças daquele amor. Já era tempo de deixar o casulo e alcançar novos voos, e o primeiro estava prestes a decolar.
Deixou o trabalho com o coração descompassado e o corpo vibrando. Ele já estava aguardando por Sylvia. Ela estacionou o carro na garagem, abriu a porta vagarosamente e ele veio recebê-la. Realmente sua presença era imponente, e mesmo com o salto, ela precisou ficar na ponta dos pés para alcançá-lo em um primeiro beijo. Cassiano então se afastou, dizendo precisar de uma ducha, enquanto ela se acomodou na cama, procurando uma boa música. Logo ele se fez novamente presente, abriu um vinho e serviu aos dois, sentando-se ao lado dela na cama e conversando sobre banalidades. Aproximou-se mais, beijando seus lábios com desejo, deitando-a na cama e colando seu corpo ao dela de maneira provocante. Ela já estava louca por aquilo, e sentiu que ele também. Cassiano beijava Sylvia enquanto tocava seus seios com força, pressionando-se contra ela, que pode notar que ele todo era proporcional ao 1,90 de altura! Ele desabotoou o vestido dela, depois o sutiã, e quando pousou a boca nos seios dela, arrancou suspiros de desejo, aprovação e surpresa... ele sabia muito bem como fazer aquilo!
Sylvia gostava de contato, de sentir um homem lhe preenchendo. Recebia as bocas que invadiam seu sexo, mas sem que lhe causassem um grande prazer. Porém, quando Cassiano abriu as pernas dela e começou com a brincadeira, ela descobriu que o problema não era com sua preferência, mas sim com as bocas pouco experientes que estiveram por ali. Era incrível como, sem nunca terem ficado juntos, Cassiano sabia exatamente onde e como tocá-la. Sua boca e língua bailavam com maestria e causavam a ela choques intensos de prazer. Em poucos segundos ela já estava louca e lutando para controlar seu corpo que se encontrava tão precipitadamente à beira do abismo. Ele não tinha pressa, provocava Sylvia e ela retribuía, tocava seu corpo, se entregava, também brincava com a vontade que ele demonstrava, primeiro com as mãos, e depois, trocando de posição, com a boca. O corpo de Cassiano também vibrava de prazer, em especial aquela parte que Sylvia agora tinha na boca, oferecendo sua melhor performance em lambidas, leves mordidas, e o devorando com vontade. Sentia que ele estava prestes a se jogar no mesmo abismo, que lutava para controlar o desejo, e então, quando chegou ao limite, a pegou com facilidade, levando-a para si, saboreando a boca de Sylvia que ainda carregava o gosto dele. Ambos, com pressa, prontos um para o outro, viram seus corpos se fundirem. Ele a invadiu, e ela o sentiu atravessando seu corpo e alcançando um ponto distante, lhe proporcionando uma sensação única.
Sobre ele, Sylvia comandava o ritmo e a profundidade, mas Cassiano era dominador, e com as mãos cravadas em seus quadris, a surpreendia quando a apertava contra si com uma força absurda, exatamente da maneira como ela adorava. Demonstrando ainda mais o conhecimento que possuía da anatomia feminina, ele segurou o corpo de Sylvia colado ao seu, e começou a fazer movimentos curtos, roçando no clitóris dela, e a fazendo ferver. Não demorou muito para que ela enfim liberasse seu corpo para o prazer, caindo vagarosamente num abismo profundo de sensações e, novamente se surpreendendo ao notar e sentir que Cassiano pulara junto com ela, no mesmo instante. Dentro dela, seus espasmos de prazer vibravam, levando um tempo, no silêncio que se seguiu ao último gemido, para se acalmarem.
O calor deixara seus corpos suados, e Cassiano convidou Sylvia para a banheira. Os dois relaxaram por alguns minutos, até que ele a chamou para mais perto, colocou-a em seu colo, brincando com seus seios, descendo as mãos por seu corpo todo. Então se levantou e sentou-se no mármore que adornava a banheira. Ela logo entendeu o que ele queria, e lhe ofereceu todas as sensações que sua boca era capaz de proporcionar, enquanto suas mãos percorriam as pernas dele, oscilando entre toques suaves e também com pressão. Cassiano gemia e seu corpo todo tremia de prazer. Louco de desejo, pegou-a nos braços e se jogaram na cama para continuar aquele momento intenso.
Ele novamente a despertou com a boca, para então invadi-la com força e profundidade, arrancando-lhe um grito abafado de prazer. O vai e vem ali durou pouco, pois ele a virou rapidamente para continuar aquele exercício que dominava tão bem. Ele a invadia, entrava e saía dela, primeiro devagar e depois aumentando o ritmo, e quando estava prestes a atingir seu objetivo, parava se enfiando profundamente nela. Sylvia estava enlouquecida com o poder daquele homem, a agilidade e o vigor que demonstrava. Logo, novamente, saiu de dentro dela, sentou-se na cama e a trouxe para que pudesse cavalgá-lo. Ele sustentava o próprio corpo e também ao dela, possibilitando que se movesse sobre ele. A sensação era incrível, como Sylvia nunca havia experimentado antes. Ele comprimia o corpo dela para que o contato entre os dois fosse o maior possível. Mais uma vez ela tinha o “botãozinho mágico” estimulado, choques a percorriam o tempo todo, e ela gemia devido a um prazer nunca antes sentido.
Enquanto ela subia e descia de Cassiano, ele abocanhava seus seios, os devorava com vontade, brincava com o corpo de Sylvia como um jogador muito experiente, e no topo dos melhores, e ela, a cada minuto, se surpreendia mais com o que ele era capaz de fazer, e ela de sentir. Cassiano cravou as mãos nos quadris dela, direcionando os movimentos... curtos, profundos, fortes. Não demorou para que mais uma vez Sylvia se entregasse aquele deus do sexo, e ele deixasse um grito rouco de prazer lhe escapar, também totalmente entregue à intensidade daquele momento.
Ambos desabaram na cama, corpos tomados de calor, músculos tremendo de prazer, num pós orgasmo fantástico. A banheira mais uma vez aplacou as chamas que tomavam a ambos, e Sylvia foi pega de surpresa ao receber de Cassiano uma deliciosa massagem nos pés, que não serviu ao propósito de relaxar, e sim manter todos os seus sentidos ainda mais aguçados. O conhecimento dele sobre o corpo de uma mulher era algo impressionante. Cada toque, em cada lugar, trazia uma sensação diferente de prazer. Dessa vez, antes que voltassem para a cama, ele colocou Sylvia apoiada sobre as bordas da banheira, e a fez enlouquecer mais uma vez... enquanto suas mãos davam a volta ao redor do corpo dela, alcançando seus seios, ele a preenchia novamente, deslizando aos poucos, em instantes de quase sofrimento, parando ao estar todo dentro dela, para então recomeçar o jogo. As mãos desceram mais para alcançar aquele pedacinho que nunca fora tão estimulado quanto naquela tarde. Não precisou muito para que o corpo de Sylvia, já tão sensível pelos três orgasmos intensos em tão curto período de tempo, se aproximasse de mais um, e então se jogasse desesperadamente nele, quase sem acreditar que mais uma vez aquele homem fora capaz de entregar mil estrelas de prazer.
Voltaram para a cama, Sylvia na certeza de que aquela maratona se dava ali por encerrada. Deitou-se relaxada na cama, Cassiano ao seu lado. Ela evitava todo contato que não fosse apenas sexual, não queria demonstrações de carinho ou afeto, só o puro prazer, mas naquele instante ele tomou sua mão, acariciando seus dedos... olhou nos olhos dela, sorriu e a beijou. Nesse instante ela notou que havia mais, o corpo de Cassiano denunciava que ele ainda a desejava. Puxou-a para cima de si, ela mais uma vez deslizou a boca por aquele corpo enorme, chegando ao seu destino. Precisava oferecer ao menos metade de todo o prazer que recebera, e sua boca iria mais uma vez começar a brincadeira. Oscilava entre leves mordidas por todo ele, e depois pausas para que o chupasse com vontade, sua língua também passeando por ali. As mãos dela passeavam pelas pernas de Cassiano, subiam, o acariciavam, e ele... suspirava entre os dentes e gemia enquanto o corpo convulsionava de prazer. Ele implorava para que ela parasse por ali, e continuasse de outra forma, mas ela queria mais... desejava deixá-lo no limite... e logo conseguiu. Quando se lançou sobre ele, imediatamente Cassiano a deitou na cama, trocando de lugar com ela, seu 1,90 dominando e tomando todo o pequeno corpo de Sylvia. Sem demora, ele guiou-se para dentro dela... mais uma vez ela sussurrava mentalmente um “uau” ao sentir como ele a alcançava longe, ali dentro dela, como a ocupava completamente, como seu corpo se dilatava para recebê-lo. Como se houvessem começado tudo naquele momento, ele entrava e saía dela com uma fúria que novamente a fazia soltar gritos de prazer. O corpo de Sylvia afundava na cama a cada vez em que ele também se afundava nela. E, inacreditavelmente, ela sabia que se encaminhava para o precipício, uma última vez... Como havia feito tão bem, Cassiano colou seu corpo ao dela, o atrito maravilhoso, perfeito, como se apesar dos tantos centímetros que a faziam tão pequena perto dele, nem existissem, e seus corpos fossem feitos para aquele encaixe.   
Um incêndio os consumia, e a cada vez que Cassiano arremessava seu corpo contra o de Sylvia, as faíscas explodiam pelo quarto. Numa combustão de desejo e prazer, ambos explodiram, mais um salto...
Se sentindo tomada por uma alegria e uma leveza deliciosa, Sylvia descansou na cama por alguns segundos , mas... já era hora, precisava ir, ainda tinha uma noite de trabalho pela frente. Com o corpo dolorido pela maratona que enfrentara naquela tarde, tomou um banho rápido e entrou em seu uniforme. Despediu-se de Cassiano com um beijo e uma vontade louca de guardar aquele exímio exemplar masculino para si.

Quando saiu com o carro para a vida lá fora, sabia que aquela tarde havia a transformado completamente, era um marco. Nunca se sentira tão puramente mulher como naquele encontro com Cassiano. Pela primeira vez Marx não se fizera presente em seus pensamentos, não era mais aquela sombra sempre pairando nos momentos mais inadequados. Ela encontrara alguém que fora capaz de despertar seu corpo mais do que Marx conseguira. Até aquela tarde, era escrava do prazer que ele lhe proporcionara naqueles meses em que estiveram juntos. Agora, depois de ganhar de presente, cinco deliciosos orgasmos, num tempo recorde de duas horas e meia, ela se libertara. Cassiano cortara as amarras que a prendiam naquele passado, libertara Sylvia novamente para o mundo. Cada músculo dela doía devido ao esforço empenhado com aquele homem maravilhoso, porém, havia um lugar onde agora não existia mais dor... seu coração, aquele lugarzinho que sofrera tanto com a ausência de Marx, que só experimentara a dor nos últimos meses, ali, agora, uma doce alegria reinava, e Sylvia sabia que era algo para ficar. Sua alma, perdida pelo caminho, fora reencontrada e tinha sede de vida. Uma chama reacendera dentro dela, o sangue corria quente nas veias, os olhos brilhavam e um sorriso enfeitava seu rosto. Seguia então pelo novo caminho que se descortinava à sua frente, os vidros do carro abertos ecoavam para o mundo a alegria de uma canção... “girls just wanna have fun...”

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Vem borrar meu batom!

Sai logo desse porta retratos... vem... deixa de lado essa demora... essa espera... Chega com aquele seu jeito de menino que sempre me fazia sorrir. Cola tuas mãos em mim, sente cada pedaço do meu corpo e me deixa mais uma vez sentir o seu. Me beija, invade a minha boca, devora meu gosto e me dá o seu que eu tanto adoro... deixa tua língua dançar com a minha, deixa sua vida se perder com a minha... deixa vai? Chega mais perto... bem mais... eu preciso sentir seu calor... seu cheiro que eu ainda não esqueci. Me abraça e me deixa te apertar em meus braços tão vazios de você. Sussurra mais uma vez em meus ouvidos e faz aquele arrepio subir pelo meu corpo... aquele desejo tomar conta de mim... Corre suas mãos pelas minhas costas, desabotoa esse maldito sutiã e vem passear pelos meus seios... os dedos... a boca! Enquanto isso me deixa brincar com seus cabelos, mordiscar sua orelha, lamber seu gosto. Mas... não se contente com isso, você quer mais e eu... ah... eu quero muito mais! Sobe minha saia com suas mãos roçando por minhas pernas, e quando eu achar que esse joguinho ainda vai longe, puxe minha calcinha pra me mostrar que tem pressa, porque eu também tenho! Me abra com seus dedos e me sinta já molhada, enquanto eu invado tua calça e encontro o que queria. Brinque comigo, que eu sempre adoro brincar com você. Peça pela minha boca no seu desejo... eu irei... e sentirei ainda mais o seu gosto... me chame de volta... porque já não dá mais pra aguentar! Num ímpeto, me possua! Me invada! Me faça sua... só sua... tome posse do meu corpo e da minha alma. Entre e saia de mim com toda sua vontade, me deixe notar o quanto desejou isso, que sinto como uma necessidade. Ocupe cada espaço que você deixou vazio em mim... no meu corpo e no meu coração... Olhe nos meus olhos, quero tanto olhar para os teus. Me beije mais... quero tomar seus gemidos pra mim e lhe entregar todos os meus. Me aqueça... tem feito tanto frio... E enfim, quando for a hora, se entregue, se derrame... me receba... e não vá tão rápido, fique mais dentro de mim, para que meu corpo guarde a sensação de tê-lo mais uma vez, para que eu continue a sentir seu toque... Uma última vez, dê o último beijo... intenso, longo, sem pressa de dizer adeus, com vontade de ficar pra sempre! E por favor, não esqueça de dizer em meus ouvidos aquilo que você sabe tão bem... pra que sua voz continue a ecoar por todos os cantos da minha vida e do meu corpo...