quinta-feira, 30 de maio de 2013

Noan e Jeny...


No local combinado, Jeny esperava por Noan. Logo o ruído de uma moto indicava que ele se aproximava. Jeny não conseguiu ver a face de Noan, o sol já se despedira e a noite se fazia presente. Apenas observou seu corpo forte, braços que ocupavam perfeitamente a jaqueta preta. Sua voz abafada pelo capacete indicava a ela o que fazer...
            - Suba! Vamos voar um pouco! Coloque esse capacete...
            Ela sentiu um arrepio percorrer todo seu corpo, subiu com as pernas trêmulas, tentando se controlar e tendo o cuidado de puxar um pouco a saia lápis preta que vestira naquela noite, pensando ainda que um jeans teria sido mais apropriado. Não se conheciam pessoalmente...  estava sobre uma moto com praticamente um estranho, não sabia para onde estavam indo, o cheiro de Noan, seu calor ali tão próximo, ter suas mãos entrelaçadas em seu corpo, suas pernas buscando apoio nas dele, tudo a estava deixando ainda mais excitada, inclusive aquele medo do desconhecido, que assoprava em seus ouvidos junto com o vento. Percorreram um longo caminho por ruas praticamente sem movimento, o que permitia a ele estabelecer uma certa velocidade... Jeny amava a velocidade...

Noan diminuiu, entre várias árvores, passou por um pequeno portão, quase imperceptível entre as longas grades que cercavam o lugar, Jeny observou as ruas largas e quase não acreditou ao descobrir onde se encontravam.  A pista estava vazia, nem parecia a mesma que abrigava o ronco dos motores dos carros de F1. Ao ganhar a longa rua, ele voltou a acelerar, ainda mais, ela agarrou-o com mais força, o vento fazia seu corpo tremer. Depois de alguns minutos ele parou, deixou a moto ligada, desceu e pegando Jeny pela cintura, também a fez descer. Manteve as mãos nela, tirou o capacete e depois o dela. Com carinho segurou seu rosto e pousou um delicioso beijo em seus lábios. Um beijo suave, que foi ganhando mais força, mais desejo. Apesar da noite fria de outono, Jeny sentia seu corpo se incendiar.

- Que bom te conhecer também, Noan. – disse Jeny tentando respirar.

- Bom?... Não quero que seja apenas bom... isso vai ser inesquecível! Sabe pilotar?

- Não...

Noan voltou a colocar o capacete e fez o mesmo com Jeny.

- Vem! Suba aqui!

Ele subiu na moto, colocou Jeny em sua frente. Segurou suas mãos, levando-as a acelerar a moto. Ela não conseguia pensar em nada, apenas sendo levada pela situação e por Noan.
- Agora, devagar... com cuidado... vamos lá!
Ela acelerava, tentava se equilibrar e ainda conter todo aquele desejo. E era quase impossível sentindo o corpo de Noan em suas costas, tão próximo, segurando suas mãos. Depois de um tempo, ela já se sentia confiante e extasiada por conseguir dominar aquela máquina. Noan soltou suas mãos...
- Continue, devagar...
Suas mãos passaram então a percorrer o corpo de Jeny, suas pernas, e logo seus dedos descobriam toda a vontade que ela tentava manter em segredo.
- Espero que isso tudo seja por mim, e não pelo poder de dominar uma máquina...
Noan brincou com sua vontade, enquanto ela tentava manter alguma atenção no que deveria fazer.
- Noan, eu...
- Continue o que está fazendo... vou te fazer ver as estrelas enquanto pilota essa moto...

Ele circulava vagarosamente com os dedos o seu ponto de prazer, ela sentia seu corpo todo vibrar. Uma garoa fina começou a cair e a sensação daquelas gotas frias de água em seu corpo ardendo de calor despertou ainda mais seu corpo. Com uma das mãos Noan tirou novamente os capacetes de ambos, não se importando em arremessá-los na lateral gramada da pista. Quando sua língua quente percorreu o pescoço de Jeny ela não resistiu, explodindo de prazer e quase perdendo o controle da moto, não fosse por Noan voltar ao comando. Enquanto ela retomava o sentido do seu corpo, ele voltava a voar pela pista. Louca de desejo por ele, Jeny dobrou os joelhos e numa manobra arriscada conseguiu se sentar de frente para ele. Abriu o zíper da sua jaqueta, e os botões da camisa também preta, suas mãos subiam e desciam pelas costas de Noan, ela beijava seu pescoço, mordiscando sua orelha e num sussurro o provocando:
- Continue... a velocidade é por sua conta...

Escorregando as mãos pelo peito dele, alcançou o botão da calça, abriu-o e também ao zíper, ouvindo o breve suspiro de Noan em seu ouvido. Com cuidado pegou o que lhe interessava por ali. Seus cabelos voavam com o vento e estavam molhados com a chuva que ainda caía um pouco mais forte. Depois de retribuir o presente dele, brincando um pouco também com o seu desejo, ela apoiou uma de suas mãos em seu ombro e levantou-se num espaço suficiente para que ele pudesse alcançá-la. Desceu vagarosamente, com Noan preenchendo-a por completo, alcançando-a fundo. Era a sensação mais deliciosa que poderia ter. Apoiando-se nele, iniciou um vai e vem sem pressa, quando aumentou o ritmo, ele aumentou a velocidade...
- Jeny...
- Já está começando a ver as estelas?

- Sim... milhões delas...

Ela cravou as unhas em seus braços, já não aguentava mais e então, juntos sentiram seus corpos vibrarem, alcançando cada pontinho luminoso... explodindo mais uma vez de prazer. Noan parou a moto, depois de um beijo profundo abraçou-se a Jeny, a chuva insistente refrescando o fogo do desejo que ainda não havia se apagado.
 
G... obrigada pela inspiração!!!
Beijocas para todos, Jaque...
 
 

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