Desde aquele domingo, a vida
de Sylvia sofrera uma mudança impactante. O fim do relacionamento ruíra com o
“eu” que lutara para reconstruir. O destino lhe mandara uma série de
acontecimentos, sem que tivesse tempo de absorvê-los. O fim do casamento de longos
anos, a redescoberta do seu corpo, do seu poder, do prazer que era capaz de
sentir e oferecer. Se entregara às delicias do sexo totalmente desvinculado do
amor ou da ideia de compromisso. Buscava satisfazer seus desejos, sem
preocupações com o amanhã, livre de preconceitos e sem restrições. Vivia cada
momento com intensidade, e se sentia realizada. Evitara sair com pessoas que
buscavam algo diferente disso, mas não sabia ainda explicar porque quebrara
esse ciclo e se envolvera com Marx, tendo plena consciência de que ainda não
era o momento, e que ele, sem dúvida, não seria a pessoa ideal para ajudá-la.
O fato é que o amara
verdadeiramente, mesmo que tudo tivesse durado tão pouco tempo. Por essa razão,
fechara totalmente seu mundo para novas visitas, por longos meses. Porém, seu
corpo pedia por sexo, apesar do coração ainda ser completamente de Marx. Sabia
que ainda levaria muito tempo para se envolver novamente, para ter os
sentimentos despertados por um outro alguém, mas também estava certa de que era
capaz de se entregar ao prazer, puro, livre de todo o resto.
Enfim, decidiu retomar a vida,
pegar as rédeas, ter o controle da situação. Já não dava mais para continuar
enclausurada nas lembranças daquele passado. Retomou seus contatos, sabia bem
onde conseguir exatamente o que queria, e teria com certeza suas tardes de
terça novamente cheirando a sexo.
Então, alguns minutos e já
tinha três convites. Ficava excitada quando podia escolher. Sabia que suas
escolhas nunca seriam como a da maioria das mulheres. Já que sua única intenção
era o prazer, suas primeiras opções eram os mais altos, fortes, e que
demonstravam alguma dominância. Gostava de homens com atitude na cama e odiava
os muito passivos. Ficou com o 1,90 de um cara de 30 anos, com quem falou
alguns pouquíssimos minutos, certificando-se de serem quem realmente diziam
ser. Logo percebeu que fizera a escolha certa. Ele imediatamente questionou se
um encontro direto em algum motel seria algo precipitado, ao que Sylvia sorriu
e lançou um satisfeito “não”. Tinha certeza de que sua terça seria animada.
O trabalho lhe consumia muito
tempo, e no pouco que lhe sobrava, estava sempre exausta. A terça era o único
dia da semana em que tinha algumas horas da tarde sem compromissos, e que nos
últimos meses havia usado para se enfiar na cama e reviver as lembranças
daquele amor. Já era tempo de deixar o casulo e alcançar novos voos, e o
primeiro estava prestes a decolar.
Deixou o trabalho com o
coração descompassado e o corpo vibrando. Ele já estava aguardando por Sylvia.
Ela estacionou o carro na garagem, abriu a porta vagarosamente e ele veio
recebê-la. Realmente sua presença era imponente, e mesmo com o salto, ela
precisou ficar na ponta dos pés para alcançá-lo em um primeiro beijo. Cassiano
então se afastou, dizendo precisar de uma ducha, enquanto ela se acomodou na
cama, procurando uma boa música. Logo ele se fez novamente presente, abriu um
vinho e serviu aos dois, sentando-se ao lado dela na cama e conversando sobre
banalidades. Aproximou-se mais, beijando seus lábios com desejo, deitando-a na
cama e colando seu corpo ao dela de maneira provocante. Ela já estava louca por
aquilo, e sentiu que ele também. Cassiano beijava Sylvia enquanto tocava seus
seios com força, pressionando-se contra ela, que pode notar que ele todo era
proporcional ao 1,90 de altura! Ele desabotoou o vestido dela, depois o sutiã,
e quando pousou a boca nos seios dela, arrancou suspiros de desejo, aprovação e
surpresa... ele sabia muito bem como fazer aquilo!
Sylvia gostava de contato, de
sentir um homem lhe preenchendo. Recebia as bocas que invadiam seu sexo, mas
sem que lhe causassem um grande prazer. Porém, quando Cassiano abriu as pernas
dela e começou com a brincadeira, ela descobriu que o problema não era com sua
preferência, mas sim com as bocas pouco experientes que estiveram por ali. Era
incrível como, sem nunca terem ficado juntos, Cassiano sabia exatamente onde e
como tocá-la. Sua boca e língua bailavam com maestria e causavam a ela choques
intensos de prazer. Em poucos segundos ela já estava louca e lutando para
controlar seu corpo que se encontrava tão precipitadamente à beira do abismo.
Ele não tinha pressa, provocava Sylvia e ela retribuía, tocava seu corpo, se
entregava, também brincava com a vontade que ele demonstrava, primeiro com as
mãos, e depois, trocando de posição, com a boca. O corpo de Cassiano também
vibrava de prazer, em especial aquela parte que Sylvia agora tinha na boca,
oferecendo sua melhor performance em lambidas, leves mordidas, e o devorando
com vontade. Sentia que ele estava prestes a se jogar no mesmo abismo, que
lutava para controlar o desejo, e então, quando chegou ao limite, a pegou com
facilidade, levando-a para si, saboreando a boca de Sylvia que ainda carregava
o gosto dele. Ambos, com pressa, prontos um para o outro, viram seus corpos se
fundirem. Ele a invadiu, e ela o sentiu atravessando seu corpo e alcançando um
ponto distante, lhe proporcionando uma sensação única.
Sobre ele, Sylvia comandava o
ritmo e a profundidade, mas Cassiano era dominador, e com as mãos cravadas em
seus quadris, a surpreendia quando a apertava contra si com uma força absurda,
exatamente da maneira como ela adorava. Demonstrando ainda mais o conhecimento
que possuía da anatomia feminina, ele segurou o corpo de Sylvia colado ao seu,
e começou a fazer movimentos curtos, roçando no clitóris dela, e a fazendo
ferver. Não demorou muito para que ela enfim liberasse seu corpo para o prazer,
caindo vagarosamente num abismo profundo de sensações e, novamente se
surpreendendo ao notar e sentir que Cassiano pulara junto com ela, no mesmo
instante. Dentro dela, seus espasmos de prazer vibravam, levando um tempo, no
silêncio que se seguiu ao último gemido, para se acalmarem.
O calor deixara seus corpos
suados, e Cassiano convidou Sylvia para a banheira. Os dois relaxaram por
alguns minutos, até que ele a chamou para mais perto, colocou-a em seu colo,
brincando com seus seios, descendo as mãos por seu corpo todo. Então se
levantou e sentou-se no mármore que adornava a banheira. Ela logo entendeu o que
ele queria, e lhe ofereceu todas as sensações que sua boca era capaz de
proporcionar, enquanto suas mãos percorriam as pernas dele, oscilando entre
toques suaves e também com pressão. Cassiano gemia e seu corpo todo tremia de
prazer. Louco de desejo, pegou-a nos braços e se jogaram na cama para continuar
aquele momento intenso.
Ele novamente a despertou com
a boca, para então invadi-la com força e profundidade, arrancando-lhe um grito
abafado de prazer. O vai e vem ali durou pouco, pois ele a virou rapidamente
para continuar aquele exercício que dominava tão bem. Ele a invadia, entrava e
saía dela, primeiro devagar e depois aumentando o ritmo, e quando estava
prestes a atingir seu objetivo, parava se enfiando profundamente nela. Sylvia
estava enlouquecida com o poder daquele homem, a agilidade e o vigor que
demonstrava. Logo, novamente, saiu de dentro dela, sentou-se na cama e a trouxe
para que pudesse cavalgá-lo. Ele sustentava o próprio corpo e também ao dela,
possibilitando que se movesse sobre ele. A sensação era incrível, como Sylvia
nunca havia experimentado antes. Ele comprimia o corpo dela para que o contato
entre os dois fosse o maior possível. Mais uma vez ela tinha o “botãozinho
mágico” estimulado, choques a percorriam o tempo todo, e ela gemia devido a um
prazer nunca antes sentido.
Enquanto ela subia e descia de
Cassiano, ele abocanhava seus seios, os devorava com vontade, brincava com o
corpo de Sylvia como um jogador muito experiente, e no topo dos melhores, e
ela, a cada minuto, se surpreendia mais com o que ele era capaz de fazer, e ela
de sentir. Cassiano cravou as mãos nos quadris dela, direcionando os
movimentos... curtos, profundos, fortes. Não demorou para que mais uma vez
Sylvia se entregasse aquele deus do sexo, e ele deixasse um grito rouco de
prazer lhe escapar, também totalmente entregue à intensidade daquele momento.
Ambos desabaram na cama,
corpos tomados de calor, músculos tremendo de prazer, num pós orgasmo
fantástico. A banheira mais uma vez aplacou as chamas que tomavam a ambos, e
Sylvia foi pega de surpresa ao receber de Cassiano uma deliciosa massagem nos
pés, que não serviu ao propósito de relaxar, e sim manter todos os seus
sentidos ainda mais aguçados. O conhecimento dele sobre o corpo de uma mulher
era algo impressionante. Cada toque, em cada lugar, trazia uma sensação
diferente de prazer. Dessa vez, antes que voltassem para a cama, ele colocou
Sylvia apoiada sobre as bordas da banheira, e a fez enlouquecer mais uma vez...
enquanto suas mãos davam a volta ao redor do corpo dela, alcançando seus seios,
ele a preenchia novamente, deslizando aos poucos, em instantes de quase
sofrimento, parando ao estar todo dentro dela, para então recomeçar o jogo. As
mãos desceram mais para alcançar aquele pedacinho que nunca fora tão estimulado
quanto naquela tarde. Não precisou muito para que o corpo de Sylvia, já tão
sensível pelos três orgasmos intensos em tão curto período de tempo, se
aproximasse de mais um, e então se jogasse desesperadamente nele, quase sem
acreditar que mais uma vez aquele homem fora capaz de entregar mil estrelas de
prazer.
Voltaram para a cama, Sylvia
na certeza de que aquela maratona se dava ali por encerrada. Deitou-se relaxada
na cama, Cassiano ao seu lado. Ela evitava todo contato que não fosse apenas
sexual, não queria demonstrações de carinho ou afeto, só o puro prazer, mas
naquele instante ele tomou sua mão, acariciando seus dedos... olhou nos olhos
dela, sorriu e a beijou. Nesse instante ela notou que havia mais, o corpo de
Cassiano denunciava que ele ainda a desejava. Puxou-a para cima de si, ela mais
uma vez deslizou a boca por aquele corpo enorme, chegando ao seu destino.
Precisava oferecer ao menos metade de todo o prazer que recebera, e sua boca
iria mais uma vez começar a brincadeira. Oscilava entre leves mordidas por todo
ele, e depois pausas para que o chupasse com vontade, sua língua também
passeando por ali. As mãos dela passeavam pelas pernas de Cassiano, subiam, o
acariciavam, e ele... suspirava entre os dentes e gemia enquanto o corpo
convulsionava de prazer. Ele implorava para que ela parasse por ali, e
continuasse de outra forma, mas ela queria mais... desejava deixá-lo no
limite... e logo conseguiu. Quando se lançou sobre ele, imediatamente Cassiano
a deitou na cama, trocando de lugar com ela, seu 1,90 dominando e tomando todo
o pequeno corpo de Sylvia. Sem demora, ele guiou-se para dentro dela... mais
uma vez ela sussurrava mentalmente um “uau” ao sentir como ele a alcançava
longe, ali dentro dela, como a ocupava completamente, como seu corpo se
dilatava para recebê-lo. Como se houvessem começado tudo naquele momento, ele
entrava e saía dela com uma fúria que novamente a fazia soltar gritos de
prazer. O corpo de Sylvia afundava na cama a cada vez em que ele também se
afundava nela. E, inacreditavelmente, ela sabia que se encaminhava para o
precipício, uma última vez... Como havia feito tão bem, Cassiano colou seu
corpo ao dela, o atrito maravilhoso, perfeito, como se apesar dos tantos
centímetros que a faziam tão pequena perto dele, nem existissem, e seus corpos
fossem feitos para aquele encaixe.
Um incêndio os consumia, e a
cada vez que Cassiano arremessava seu corpo contra o de Sylvia, as faíscas
explodiam pelo quarto. Numa combustão de desejo e prazer, ambos explodiram,
mais um salto...
Se sentindo tomada por uma
alegria e uma leveza deliciosa, Sylvia descansou na cama por alguns segundos ,
mas... já era hora, precisava ir, ainda tinha uma noite de trabalho pela
frente. Com o corpo dolorido pela maratona que enfrentara naquela tarde, tomou
um banho rápido e entrou em seu uniforme. Despediu-se de Cassiano com um beijo
e uma vontade louca de guardar aquele exímio exemplar masculino para si.
Quando saiu com o carro para a
vida lá fora, sabia que aquela tarde havia a transformado completamente, era um
marco. Nunca se sentira tão puramente mulher como naquele encontro com
Cassiano. Pela primeira vez Marx não se fizera presente em seus pensamentos,
não era mais aquela sombra sempre pairando nos momentos mais inadequados. Ela
encontrara alguém que fora capaz de despertar seu corpo mais do que Marx
conseguira. Até aquela tarde, era escrava do prazer que ele lhe proporcionara
naqueles meses em que estiveram juntos. Agora, depois de ganhar de presente,
cinco deliciosos orgasmos, num tempo recorde de duas horas e meia, ela se
libertara. Cassiano cortara as amarras que a prendiam naquele passado,
libertara Sylvia novamente para o mundo. Cada músculo dela doía devido ao
esforço empenhado com aquele homem maravilhoso, porém, havia um lugar onde
agora não existia mais dor... seu coração, aquele lugarzinho que sofrera tanto
com a ausência de Marx, que só experimentara a dor nos últimos meses, ali,
agora, uma doce alegria reinava, e Sylvia sabia que era algo para ficar. Sua
alma, perdida pelo caminho, fora reencontrada e tinha sede de vida. Uma chama
reacendera dentro dela, o sangue corria quente nas veias, os olhos brilhavam e
um sorriso enfeitava seu rosto. Seguia então pelo novo caminho que se
descortinava à sua frente, os vidros do carro abertos ecoavam para o mundo a
alegria de uma canção... “girls just wanna have fun...”

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